quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dissertação

Dissertar é, por meio da organização de palavras, frases e textos, apresentar ideias, desenvolver raciocínio, analisar contextos, dados e fatos. Neste momento temos a oportunidade de discutir, argumentar e defender o que pensamos utilizando-se da fundamentação, justificação, explicação, persuasão e de provas.

A elaboração de textos dissertativos requer domínio da modalidade escrita da língua, desde a questão ortográfica ao uso de um vocabulário preciso e de construções sintáticas organizadas, além de conhecimento do assunto que se vai abordar e posição crítica (pessoal) diante desse assunto.
A atividade dissertadora desenvolve o gosto de pensar e escrever o que pensa, de questionar o mundo, de procurar entender e transformar a realidade.


Passos para escrever o texto dissertativo

O texto deve ser produzido de forma a satisfazer os objetivos que o escritor se propôs a alcançar.
Há uma estrutura consagrada para a organização desse tipo de texto.
Consiste em organizar o material obtido em três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

- Introdução: A introdução deve apresentar de maneira clara o assunto que será tratado e delimitar as questões, referentes ao assunto, que serão abordadas.
Neste momento pode-se formular uma tese, que deverá ser discutida e provada no texto, propor uma pergunta, cuja resposta deverá constar no desenvolvimento e explicitada na conclusão.

- Desenvolvimento: É a parte do texto em que as ideias, pontos de vista, conceitos, informações de que dispõe serão desenvolvidas; desenroladas e avaliadas progressivamente.

- Conclusão: É o momento final do texto, este deverá apresentar um resumo forte de tudo o que já foi dito. A conclusão deve expor uma avaliação final do assunto discutido.

Cada uma dessas partes se relacionam umas com as outras, seja preparando-as ou retomando-as, portanto, não são isoladas.

A produção de textos dissertativos está ligada à capacidade argumentativa daquele que se dispõe a essa construção.

É importante destacar que a obtenção de informações, referentes aos diversos assuntos, seja por intermédio da leitura, de conversas, de viagens, de experiências do dia e dia e dos mais variados veículos de informação pode sanar a carência de informações e consequentemente dar suporte ao produzir um texto.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Colocação pronominal

O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando desempenha função de complemento. Vamos entender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce. Observe as orações:


1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se deviaajudá-lo.

Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo função de complemento, e consequentemente é do caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do pronome oblíquo "lhe" é justificado antes do verbo intransitivo "ajudar" porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso "ajudar ") estiver no infinitivo ou gerúndio. 
Exemplo: Eu desejo lhe perguntar algo.  
Eu estou perguntando-lhe algo.

Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de preposição.

Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu estava fazendo.
Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estava fazendo.

Colocação pronominal 

De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem.

São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos.

O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo:
1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo

Próclise 

A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:

• Palavras com sentido negativo:
Nada me faz querer sair dessa cama.
Não se trata de nenhuma novidade.

• Advérbios:
Nesta casa se fala alemão.
Naquele dia me falaram que a professora não veio.


• Pronomes relativos:
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.

• Pronomes indefinidos:
Quem me disse isso?
Todos se comoveram durante o discurso de despedida.

• Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz!
Aquilo me incentivou a mudar de atitude!

• Preposição seguida de gerúndio:
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar.

• Conjunção subordinativa:
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.

Ênclise

A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A ênclise vai acontecer quando:

• O verbo estiver no imperativo afirmativo:
Amem-se uns aos outros.
Sigam-me e não terão derrotas.

• O verbo iniciar a oração:
Diga-lhe que está tudo bem.
Chamaram-me para ser sócio.

• O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a":


Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
Passaram a cumprimentar-se mutuamente.

• O verbo estiver no gerúndio:
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreocupada.
Despediu-se, beijando-me a face.

• Houver vírgula ou pausa antes do verbo:

Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.

Mesóclise 

A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito:

A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã.
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável.

Sintaxe dos pronomes

Sintaxe dos pronomes 
Pronomes Pessoais 
Pronomes Pessoais retos: têm função de sujeito (eu e Tu): são pronomes subjetivos. 
Pronomes Pessoais Oblíquos: têm função de adjuntos ou complementos: são pronomes objetivos. 
Por exemplo: 
- Eu (sujeito) o (objeto direto) enganei. 
• Quando os pronomes pessoais (ele(s), ela(s), nós, vós) forem usados com função objetiva, eles deverão vir acompanhados de uma preposição. 
- Nunca viram a nós. (objeto direto preposicionado). 
Os pronomes pessoais oblíquos (o, a, os, as) são empregados geralmente como objetos indiretos.
Ex.: Eu o vi ontem em um parque.
Adquirem a função de objeto direto os pronomes pessoais oblíquos: lhe e lhes
Ex.: Espera-lhes uma boa noticia. 
Podem ser objetos diretos ou indiretos os pronomes me, te, se, nos, vos
Ex.:
- Eles me esperavam na calçada. (O.D)
- Sentou-se à minha frente. (O.D)
- Ele nos chamava para dançar. (O.I)
- Ela nos fortalecia. (O.I) 
Os pronomes pessoais oblíquos mim e ti são regidos por preposição
Ex.:
Traga uma lembrança da viagem para mim.
Eu gosto muito de ti. 
Atenção: Quando o verbo estiver no infinitivo, o sujeito deve ser um pronome pessoal reto (subjetivo). 
Se caso a frase fosse completada assim:
 
Traga uma lembrança da viagem para mim guardar.  
Deste modo, a frase estaria errada, e neste caso devemos substituir o mim pelo eu. Veja: 
Traga uma lembrança da viagem para eu guardar. 
Os pronomes reflexivos si e consigo estão relacionados ao sujeito da oração:
Exemplo:
- Quero falar contigo.
- Prejudicou a si mesmo. 
Contração dos pronomes oblíquos
Existem casos em que os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes se combinam com os pronomes oblíquos a, o, as, os. 
Veja
Exemplo:
Entreguei-lhos cadernos. 
O pronome SE
Este pronome adquire várias formas dependendo da oração em que ele se encontra: 
• Pronome Reflexivo:
O pronome se adquire a forma de pronome reflexivo quando a ação praticada pelo sujeito for sobre si mesmo. 
• Pronome reflexivo como objeto direto:
Ex.: Carolina vestiu-se perfeitamente. 
• Pronome reflexivo como objeto indireto:
Ex.: O rapaz machucou-se com a ferramenta. 
• Pronome Reflexivo Recíproco:
O pronome se adquire a forma de pronome recíproco quando designar uma ação trocada entre os elementos do sujeito. 
• Pronome Reflexivo Recíproco como objeto direto:
Marcos e Paula casaram-se na praia. 
• Pronome Reflexivo Recíproco como objeto indireto:
Eles lembram-se do passado. 
• Pronome Reflexivo como sujeito de infinitivo: Sentiu-se mal durante a apresentação. 
• Parte integrante de determinados verbos:
 
Quando o pronome se aparecer próximo aos verbos pronominais.
Exemplo:
Cansou-se de correr.
Esqueceu-se de abrir a janela.
• Pronome Expletivo ou Realce: 
Quando o pronome se estiver reforçando a idéia do verbo. Neste caso, não é necessário para complementar o verbo ou dar sentido à ele. Geralmente, aparece nos verbos ir, partir, rir, parar e etc.
Exemplo:
Partiu-se o bolo. (pode ser usado sem o pronome se, Partiu o bolo.)
• Pronome apassivador:
Quando há um verbo transitivo direto e uma expressão que contenha o sujeito desse verbo, onde é possível que a frase passiva sintética transforme-se em passiva analítica.
Exemplo:
Compraram-se móveis novos. (passiva sintética)
Móveis novos são comprados. (passiva analítica)
• Indeterminação do sujeito 
Quando aparecer diante de verbos transitivo indireto ou intransitivo ou verbos de ligação, que devem estar na 3º pessoa.
Exemplo:
Procura-se uma chave de carro.
Vive-se feliz.
Pronomes demonstrativos:
Os pronomes demonstrativos têm relação com as pessoas do discurso, e as seguintes características: 
 Este, esta, isto: são empregados para designar algo que esteja próximo da pessoa que fala. 
Exemplo:
Este quarto está desarrumado.
Isto é um computador.
• Esse, essa, isso: são empregados para designar algo que esteja perto da pessoa com que se fala.  
Exemplo:
Esse rapaz que passou do seu lado era meu vizinho.
Tenho uma blusa igual essa que você está usando. 
• Aquele, aquela, aquilo: são empregados para designar algo que está afastado, tanto da pessoa que fala quanto da pessoa com que se fala. 
Exemplo:
Olha, aquilo é um morcego!
Aquela garota é muito simpática. 
Os pronomes demonstrativos também podem ser empregados nos seguintes casos: 
Este, esta, isto – são empregados quando queremos enfatizar algo que vamos dizer. 
Exemplo:
Esta é a verdade: nós não vamos vencer a disputa.
Esse, essa, isso – são empregados quando vamos nos referir ao que foi dito anteriormente. 
Exemplo:
Isso foi uma prova de honestidade.
Nisto ou nisso– são empregados com o mesmo significado de então ou nesse momento, com valor adverbial. 
Exemplo:
Nisto ela chegou e encontrou a criança chorando.
Nisso já tinha terminado a palestra. 
pronomes relativos:
Os que antecedem os pronomes relativos são: 
substantivos
Este é o computador que eu comprei. 
Pronomes
Foi ele que descobriu as pistas. 
adjetivos
Esta é a garota sortuda cujo bilhete foi sorteado. 
advérbio
É aqui que vamos morar. 
Oração (sempre resumida por o) 
Ele foi aprovado no vestibular, o que lhe deixou muito feliz. 
Em relação à sintaxe o pronome relativo pode ser: 
Sujeito
Encontrei o garoto que trabalhava na farmácia. 
Objeto direto
O bolo que comi estava uma delicia. 
Objeto indireto
A época da qual lembramos foi a melhor de nossas vidas. 
Predicativo do sujeito
A babá que contratei adorou as crianças. 
Predicativo do objeto O rapaz que o acusaram foi inocentado. 
Adjunto adnominal
A aluna, cuja avó é está doente, não veio hoje. 
complemento nominal
A ferramenta da qual preciso para concertar o carro não está aqui. 
Agente da passiva
O homem foi por onde não havia trânsito. 
Adjunto Adverbial
O carro com que você viajou está quebrado. 
Observações
“Quem” é um pronome relativo que está sempre introduzido por uma preposição. 
Exemplo:
Esta é a garota a quem chamei pra dançar. 
Veja uma construção certa e errada:
1. As pessoas que me cercam são de confiança. (certo)
2. As pessoas que cercam-me são de confiança. (errado). 
Pronomes possessivos:
• Os pronomes possessivos seu, sua, seus, suas estão sempre se referindo a 3º pessoa. 
Exemplo:
Seus alunos estão fora da sala. 
• Quando usamos estes pronomes às vezes é causada uma ambigüidade na frase. Neste caso, substitui-se por dele, dela, deles, delas. 
Exemplo:
Eu não concordo com sua opinião. (veja que não há como saber se a pessoa não concorda com a opinião da pessoa de quem ela está falando ou da pessoa com quem ela está falando) 
Eu não aceito a opinião dela. 
Os pronomes possessivos também podem representar a idéia de: 
• Cálculo aproximado 
Exemplo:
Nesta época você tinha seus 15 anos. 
• Afetividade
Não fique triste, minha amiga.

Pontuação



1. Vírgula (,)
É usada para:

a) separar termos que possuem mesma função sintática na oração: O menino berrou, chorou, esperneou e, enfim, dormiu.
Nessa oração, a vírgula separa os verbos.

b) isolar o vocativo: Então, minha cara, não há mais o que se dizer!

c) isolar o aposto: O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à reunião.

d) isolar termos antecipados, como complemento ou adjunto:

1. Uma vontade indescritível de beber água, eu senti quando olhei para aquele copo suado! (antecipação de complemento verbal)

2. Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair! (antecipação de adjunto adverbial)

e) separar expressões explicativas, conjunções e conectivos: isto é, ou seja, por exemplo, além disso, pois, porém, mas, no entanto, assim, etc.

f) separar os nomes dos locais de datas: Brasília, 30 de janeiro de 2009.

g) isolar orações adjetivas explicativas: O filme, que você indicou para mim, é muito mais do que esperava.
 
2. Pontos

2.1 - Ponto-final (.)
É usado ao final de frases para indicar uma pausa total:
a) Não quero dizer nada.
b) Eu amo minha família.

E em abreviaturas: Sr., a. C., Ltda., vv., num., adj., obs.
 
 
2.2 - Ponto de Interrogação (?)


O ponto de interrogação é usado para:

a) Formular perguntas diretas:

Você quer ir conosco ao cinema?
Desejam participar da festa de confraternização?

b) Para indicar surpresa, expressar indignação ou atitude de expectativa diante de uma determinada situação:

O quê? não acredito que você tenha feito isso! (atitude de indignação)
Não esperava que fosse receber tantos elogios! Será que mereço tudo isso? (surpresa)
 Qual será a minha colocação no resultado do concurso? Será a mesma que imagino? (expectativa)
Esse sinal de pontuação é utilizado nas seguintes circunstâncias:

a) Depois de frases que expressem sentimentos distintos, tais como: entusiasmo, surpresa, súplica, ordem, horror, espanto:

Iremos viajar! (entusiasmo)
Foi ele o vencedor! (surpresa)
Por favor, não me deixe aqui! (súplica)
Que horror! Não esperava tal atitude.  (espanto) 
Seja rápido! (ordem)

b) Depois de vocativos e algumas interjeições:

Ui! que susto você me deu. (interjeição)
Foi você mesmo, garoto! (vocativo)

c) Nas frases que exprimem desejo:
Oh, Deus, ajude-me! 

Observações dignas de nota:
* Quando a intenção comunicativa expressar, ao mesmo tempo, questionamento e admiração, o uso dos pontos de interrogação e exclamação é permitido. Observe:
Que que eu posso fazer agora?!

* Quando se deseja intensificar ainda mais a admiração ou qualquer outro sentimento, não há problema algum em repetir o ponto de exclamação ou interrogação. Note:
Não!!! – gritou a mãe desesperada ao ver o filho em perigo.  
É usado para:

a) separar itens enumerados:
A Matemática se divide em:
- geometria;
- álgebra;
- trigonometria;
- financeira.
b) separar um período que já se encontra dividido por vírgulas: Ele não disse nada, apenas olhou ao longe, sentou por cima da grama; queria ficar sozinho com seu cão.

4. Dois-pontos (:)
É usado quando:

a) se vai fazer uma citação ou introduzir uma fala:
Ele respondeu: não, muito obrigado!

b) se quer indicar uma enumeração:
Quero lhe dizer algumas coisas: não converse com pessoas estranhas, não brigue com seus colegas e não responda à professora.
5. Aspas (“”)
São usadas para indicar:
a) citação de alguém: “A ordem para fechar a prisão de Guantánamo mostra um início firme. Ainda na edição, os 25 anos do MST e o bloqueio de 2 bilhões de dólares do Oportunity no exterior” (Carta Capital on-line, 30/01/09)
b) expressões estrangeiras, neologismos, gírias: Nada pode com a propaganda de “outdoor”.

6. Reticências (...)
São usadas para indicar supressão de um trecho, interrupção ou dar ideia de continuidade ao que se estava falando:

a) (...) Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa? (...)

b) E então, veio um sentimento de alegria, paz, felicidade...
c) Eu gostei da nova casa, mas do quintal...
7. Parênteses ( )
São usados quando se quer explicar melhor algo que foi dito ou para fazer simples indicações.
Ele comeu, e almoçou, e dormiu, e depois saiu. (o e aparece repetido e, por isso, há o predomínio de vírgulas).

8. Travessão (–)
O travessão é indicado para:

a) Indicar a mudança de interlocutor em um diálogo:
- Quais ideias você tem para revelar?
- Não sei se serão bem-vindas.
- Não importa, o fato é que assim você estará contribuindo para a elaboração deste projeto.

b) Separar orações intercaladas, desempenhando as funções da vírgula e dos parênteses:   
Precisamos acreditar sempre – disse o aluno confiante – que tudo irá dar certo.
Não aja dessa forma – falou a mãe irritada – pois pode ser arriscado.

c) Colocar em evidência uma frase, expressão ou palavra:
O prêmio foi destinado ao melhor aluno da classe – uma pessoa bastante esforçada. 
Gostaria de parabenizar a pessoa que está discursando – meu melhor amigo.

Concordância verbal

Regra geral da concordância verbal

O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.
Exemplos:
  • O técnico escalou o time.
  • Os técnicos escalaram os times.

Casos especiais da concordância verbal

Sujeito composto
a) anteposto: verbo no plural.
b) posposto: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.
c) de pessoas diferentes: verbo no plural da pessoa predominante.
d) com núcleos em correlação: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.
e) ligado por COM: verbo concorda com o antecedente do COM ou vai para o plural.
f) ligado por NEM: verbo no plural e, às vezes, no singular.
g) ligado por OU: verbo no singular ou plural, dependendo do valor do OU.
Exemplos da concordância verbal:
  • O técnico e os jogadores chegaram ontem a São Paulo.
  • Chegou(aram) ontem o técnico e os jogadores.
  • Eu, você e os alunos iremos ao museu.
  • Tu, ela e os peregrinos visitareis o santuário.
  • O cientista assim como o médico pesquisa(m) a causa do mal.
  • O professor, com os alunos, resolveu o problema.
  • O maestro com a orquestra executaram a peça clássica.
  • Nem Paulo nem Maria conquistaram a simpatia de Joana.?
  • Valdir ou Leão será o goleiro titular.
  • João ou Maria resolveram o problema.
  • O policial ou os policiais prenderam o perigoso assassino.

Sujeito constituído por:

a) um e outro, nem um nem outro: verbo no singular ou plural.
b) um ou outro: verbo no singular.
c) expressões partitivas seguidas de nome plural: verbo no singular ou plural.
d) coletivo geral: verbo no singular.
e) expressões que indicam quantidade aproximada seguida de numeral: verbo concorda com o substantivo.
f) pronomes (indefinidos ou interrogativos) seguidos de pronome: verbo no singular ou plural.
g) palavra QUE: verbo concorda com o antecedente.
h) palavra QUEM: verbo na 3ª pessoa do singular.
i) um dos que: verbo no singular ou plural.
j) palavras sinônimas: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.

Exemplos da concordância verbal:
  • Um e outro médico descobriu(ram) a cura do mal.
  • Nem um nem outro problema propostos foi(ram) resolvido(s).
  • A maioria dos candidatos conseguiu(iram) aprovação.
  • Mais de um jogador foi elogiado pela crônica esportiva.
  • Cerca de dez jogadores participaram da briga.
  • O povo escolherá seu governante em 15 de novembro.
  • Qual de nós será escolhido?
  • Poucos dentre eles serão chamados pelo Exército.
  • Alguns de nós seremos eleitos.
  • Hoje sou eu que faço o discurso.
  • Amanhã serão eles quem resolverá o problema.
  • Foi um dos alunos desta classe que resolveu o problemas.
  • Seu filho foi um dos que chegaram tarde.
  • A Ética ou a Moral preocupa-se com o comportamento humano.

Verbo acompanhado da palavra SE

a) SE = pronome apassivador: verbo concorda com o sujeito paciente.
Exemplosl:
  • Viam-se ao longe as primeiras casas.
  • Ofereceu-se um grande prêmio ao vencedor da corrida.
b) SE = índice de indeterminação do sujeito: verbo sempre na 3ª pessoa do singular.
Exemplos:
  • Necessitava-se naqueles dias de novas idéias.
  • Estava-se muito feliz com o resultado dos jogos.
  • Morria-se de tédio durante o inverno.

Verbos impessoais

Verbos que indicam fenômenos; verbo haver indicando existência ou tempo; verbo fazer, ir, indicando tempo: ficam sempre na 3ª pessoa do singular.
Exemplos:
  • Durante o inverno, nevava muito.
  • Ainda havia muitos candidatos para a Universidade.
  • Ontem fez dez anos que ela se foi.
  • Vai para dez meses que tudo terminou.

Verbo SER

a) indicando tempo, distância: concorda com o predicativo.
Exemplos da concordância verbal:
  • Hoje é dia três de outubro, pois ontem foram dois e o amanhã serão quatro.
  • Daqui até o centro são dez quilômetros.
b) com sujeito que indica quantidade e predicativo que indica suficiência, excesso: concorda com o predicativo.
Exemplos:
  • Dez feijoadas era muito para ela.
  • Vinte milhões era muito por aquela casa.
c) com sujeito e predicativo do sujeito: concorda com o que prevalecer.
Exemplos:
  • O homem sempre foi suas idéias.
  • Santo Antônio era as esperanças da solteirona.
  • O problema eram os móveis.
  • Hoje, tudo são alegrias eternas.
  • Mulheres discretas é coisa rara.
  • A Pátria não é ninguém; somos todos nós.

Verbo DAR

Verbo dar (bater e soar) + hora(s): concorda com o sujeito.
Exemplos:
  • Deram duas horas no relógio do campanário.
  • Deu duas horas o relógio da igreja.

Verbo PARECER

Verbo parecer + infinitivo: flexiona-se um dos dois.
Exemplos:
  • Os cientistas pareciam procurar grandes segredos.
  • Os cientistas parecia procurarem grandes segredos.
Sujeito = nome próprio plural.
a) com artigo singular ou sem artigo: verbo no singular.
Exemplol:
  • O Amazonas deságua no Atlântico.
  • Minas Gerais exporta minérios.
b) com artigo plural: verbo no plural.
Exemplos da concordância verbal:
  • Os Estados Unidos enviaram tropas à zona de conflito.
  • "Os Lusíadas" narram as conquistas portuguesas.

Concordância nominal

Concordância nominal nada mais é que o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que concordem em gênero e número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome.
Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira, merecendo um estudo separado de concordância verbal.

REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número com o substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.


CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que fogem à regra geral, mostrada acima.

a) Um adjetivo após vários substantivos

1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.


2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Ela tem pai e mãe louros.
- Ela tem pai e mãe loura.


3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.


b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos

1 - Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco.


2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos.


c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.

2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.

d) Pronomes de tratamento

1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
Vossa santidade esteve no Brasil.

e) Anexo, incluso, próprio, obrigado

1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
As cartas estão anexas.
A bebida está inclusa.
Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz.


f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)

1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.


g) É bom, é necessário, é proibido

1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é proibida.


h) Muito, pouco, caro

1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.


2- Como advérbios: são invariáveis.
Comi muito durante a viagem.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha.

Comprei caro os sapatos.

i) Mesmo, bastante

1- Como advérbios: invariáveis
Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.


2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.


j) Menos, alerta

1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.


k) Tal Qual

1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o conseqüente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.


l) Possível

1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade.


m) Meio

1- Como advérbio: invariável.
Estou meio insegura.

2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia laranja pela manhã.

n)

1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem.

2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.

Acentuação

A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta compõe-se de algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, consequentemente, colocando-as em prática na linguagem escrita.

À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas competências, e tão logo nos adequamos à forma padrão.

Em se tratando do referido assunto, devemos nos ater à questão das Novas Regras Ortográficas da Língua Portuguesa, as quais entraram em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2009. E como toda mudança implica em adequação, o ideal é que façamos uso das novas regras o quanto antes.

O estudo exposto a seguir visa aprofundar nossos conhecimentos no que se refere à maneira correta de grafarmos as palavras, levando em consideração as regras de acentuação por elas utilizadas. Lembrando que elas já estão voltadas para o novo acordo ortográfico.

Regras básicas – Acentuação tônica

A acentuação tônica implica na intensidade com que são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.

As demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas de átonas.

De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas como:

Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba.

Ex.: café – coração – cajá – atum – caju papel

Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se evidencia na penúltima sílaba.

Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível

Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se evidencia na antepenúltima sílaba.

Ex.: lâmpada   câmara   tímpano médico ônibus

Como podemos observar, mediante todos os exemplos mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente: são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados, apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.

Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos observar no exemplo a seguir:

Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor”.


Os monossílabos ora em destaque, classificam-se como tônicos; os demais, como átonos (que, em, de).

Acentuação gráfica


Os acentos

# acento agudo (´) – Colocado sobre as letras "a", "i", "u" e sobre o "e" do grupo “em” indica que estas letras representam as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto.


Ex.: herói – médico – céu

# acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e “o”, indica além da tonicidade, timbre fechado:

Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs

# acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com artigos e pronomes.


Ex.: à às àquelas àqueles

# O trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros.

Ex.: mülleriano (de Müller)

# O til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais nasais.

Ex.: coração – melão – órgão ímã

Regras fundamentais:

Palavras oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: "a", "e", "o", "em", seguidas ou não do plural(s):


Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)

Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:

Monossílabos tônicos terminados em "a", "e", "o", seguidos ou não de “s”.

Ex.: pá – pé – dó –  há

Formas verbais terminadas em "a", "e", "o" tônicos, seguidas de lo, la, los, lãs.

respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo

Paroxítonas:

Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:

- i, is

táxi – lápis – júri

- us, um, uns

vírus – álbuns – fórum

- l, n, r, x, ps

automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps

- ã, ãs, ão, ãos 

ímã – ímãs – órfão – órgãos

-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.

água – pônei – mágoa – jóquei

Regras especiais:

#Os ditongos de pronúncia aberta "ei", "oi", que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com a nova regra.
Ex.:

Antes Agora
assembléia assembleia
idéia ideia
geléia geleia
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
paranóico paranoico


Observação importante – O acento das palavras herói, anéis, fiéis ainda permanece.

# Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados ou não de "s", haverá acento:

Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís

Observação importante:

Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de ditongo:
Ex.:

Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
Sauípe Sauipe




# O acento pertencente aos hiatos “oo” e “ee” que antes existia, agora foi abolido. Ex.:

Antes Agora
crêem creem
lêem leem
vôo voo
enjôo enjoo


#Não se acentuam o "i" e o "u" que formam hiato quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz

#Não se acentuam as letras "i" e "u" dos hiatos se estiverem seguidas do dígrafo nh:

ra-i-nha, ven-to-i-nha.

#Não se acentuam as letras "i" e "u" dos hiatos se vierem precedidas de vogal idêntica:

xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba

No entanto, tratando-se de palavra proparoxítona haverá o acento, já que a regra de acentuação das proparoxítonas prevalece sobre a dos hiatos:

fri-ís-si-mo, se-ri-ís-si-mo

# As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i" não serão mais acentuadas.
Ex.:

Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
averigúe (averiguar) averigue
argúi (arguir) argui


# Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do plural de:
ele tem – eles têm
ele vem – eles vêm


# A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, deter, abster.
ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm


# Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes. Apenas em algumas exceções, como:

A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do indicativo).

O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da preposição por.

Palavras homógrafas

pola (ô) substantivo – pola (ó) substantivo
polo (s) (substantivo) - polo (s) (contração de por + o)
pera (substantivo) - pera (preposição antiga)
para (verbo) - para (preposição)
pelo(s) (substantivo) - pelo (do verbo pelar)
pela, pelas (substantivo e verbo) - pela,pelas (contração de preposição +artigo)