quinta-feira, 20 de março de 2014

Função sintática do pronome relativo

A título de compreendermos acerca das características que norteiam o assunto em questão, façamos uma breve retomada ao conceito que se relaciona aos pronomes relativos. Estes, estando na oração seguinte, retomam um termo já expresso na oração anterior, de forma a evitar “possíveis repetições” que possam interferir na qualidade do discurso ora proferido. Neste sentido, analisemos os enunciados que seguem:

Os alunos prepararam-se bem. Os alunos foram classificados.
De modo a fazermos a junção entre ambas as orações, utilizar-nos-emos do pronome relativo, cujo resultado seria assim expresso:

Os alunos que se prepararam bem foram classificados.
Temos que o pronome relativo “que” substitui seu antecedente, representado pelo vocábulo “alunos”. Nesse caso, ele exerce a função de sujeito da oração.

Dessa forma, além de terem servido como conectivo entre as orações, exerceram também uma função sintática – a de sujeito.

Ideias preliminares enfatizadas, partamos agora para conhecer outras das muitas funções que eles representam. Comecemos então pelo pronome “que”, uma vez se referindo a coisas ou pessoas:

* Sujeito

Os alunos que se prepararam bem foram classificados. 
(Os alunos preparam-se bem)

* Objeto direto

Chegaram as pessoas que convidei para o evento. 
(Convidei as pessoas para o evento)

* Objeto indireto

* Aquelas são as referências bibliográficas de que você precisa. 
(Você precisa das referências bibliográficas)
Ob. Indireto

* Complemento nominal

São muitas as travessuras de que o garoto é capaz. 
(O garoto é capaz de muitas travessuras)
Complemento nominal, uma vez que completa o sentido do adjetivo “capaz”.

* Predicativo do sujeito

Admiro o grande homem que você é. 
(Você é um grande homem)
Verbo de ligação

* Agente da passiva

Este é o jornal por que fui homenageado. 
(Fui homenageado pelo jornal)
(agente da passiva)

* Adjunto adverbial
Esta é a casa em que vivi durante algum tempo.(Vivi na casa durante algum tempo)
Adjunto adverbial de lugar

Quem – este pronome somente deverá ser empregado em relação a pessoas, constituído sempre de uma preposição.

Aquelas são as pessoas a quem devemos muita obrigação. 
(devemos muita obrigação às pessoas)
O. indireto

Cujo – o pronome “cujo” tem valor possessivo, uma vez que ele concorda em gênero e número com o ser a que se refere, exercendo a função de adjunto adnominal.

O aluno, cuja família desconhecemos, é bastante problemático. 
(Desconhecemos a família do aluno)

Onde - Este pronome indica sempre a ideia referente a lugar, exercendo, portanto, a função de ajunto adverbial de lugar.

Visitamos a cidade onde moram meus pais. 
(Meus pais moram na cidade)

Quanto – Tal pronome tem por antecedentes os pronomes indefinidos “tudo, todo, todos e todas”.

Tudo quanto aprendemos, brevemente colocaremos em prática. 
(aprendemos tudo – objeto direto)

Como – Exerce a função de pronome pelo fato de anteceder a uma expressão que indica modo – motivo pelo qual ocupa o posto de adjunto adverbial de modo.

Não gostamos da maneira como somos tratados. 
(Somos tratados desta maneira)

Quando – Na função de pronome relativo, representa o papel de adjunto adverbial de tempo.

Avisarão o momento quando deveremos nos apresentar. 
(Deveremos nos apresentar em algum momento)

Advérbio

Advérbio é a palavra que modifica o verbo, exprimindo a circunstância da ação verbal (tempo, modo, intensidade, etc.). Alguns advérbios podem modificar um adjetivo ou outro advérbio. Exemplos:
 
Chegamoscedo. 
verboadvérbio 
Aquelas alunas erammuitoestudiosas.
 advérbioadjetivo
Os professores chegarammuitocedo.
 advérbioadvérbio

Algumas vezes, o advérbio é representado por duas ou mais palavras. Nesse caso, recebe o nome de locução adverbial. Veja alguns exemplos de locuções adverbiais: à direita, à esquerda, à frente, à vontade, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de súbito, de propósito, de repente, etc.
 
Classificação dos advérbios
Os advérbios e as locuções adverbiais são classificados de acordo com o seu valor semântico, isto é, com a circunstância que expressam. Observe a classificação de alguns advérbios e locuções adverbiais:
 
Grau do advérbio
Os advérbios são considerados palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero e de número. No entanto, alguns advérbios sofrem flexão de grau como os adjetivos. Observe:
ClassificaçãoAdvérbios e locuções adverbiais
Tempoagora, hoje, ontem, cedo, tarde, à tarde, à noite, já, no dia seguinte, amanhã, de manhã, jamais, nunca, sempre, antes, breve, de repente, de vez em quando, às vezes, imediatamente, etc.
Lugaraqui, ali, aí, lá, cá, acolá, perto, longe, abaixo, acima, dentro, fora, além, adiante, distante, em cima, ao lado, à direita, à esquerda, em algum lugar, atrás, etc.
Modobem, mal, assim, pior, melhor, depressa, devagar, à toa, às pressas, à vontade, rapidamente, calmamente, infelizmente (e a maioria dos advérbios terminados em -mente), etc.
Negaçãonão, absolutamente, tampouco, nunca, de modo algum, de forma alguma, etc.
Afirmaçãosim, realmente, deveras, certamente, sem dúvida, efetivamente, com certeza, de fato, etc.
Intensidademuito, pouco, bastante, suficiente, demais, mais, menos, tão, etc.
Dúvidatalvez, possivelmente, provavelmente, quiçá, etc.
Interrogaçãoonde, quando, como, etc.

Grau comparativo:

  • de igualdade: na formação do comparativo de igualdade, utilizamos o tão antes do advérbio e o como ou quanto depois.
    Exemplo: Os alunos chegaram tão cedo quanto os professores.
  • de superioridade: na formação do comparativo de superioridade, utilizamos o maisantes do advérbio e o que ou do que depois.
    Exemplo: Os alunos chegaram mais cedo do que os professores.
  • de inferioridade: na formação do comparativo de inferioridade, utilizamos o menosantes do advérbio e o que ou do que depois. Exemplo: Os alunos chegaram menos cedo do que os professores.