sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Complemento nominal

Falar sobre o complemento nominal nos instiga a fazer algumas menções a aspectos de ordem gramatical, ou seja, por que nominal? Antes de tudo, precisamos reconhecer que em se tratando de determinadas nomenclaturas propostas pela gramática, “nominais” se oriunda de nomes, ou seja, substantivo, adjetivo e advérbio. Assim, evidentemente, chegamos à conclusão de que o termo em estudo (complemento nominal) completa o sentido desses três elementos.
Assim, não raras as vezes, constatamos um usuário aqui, outro ali sentindo-se questionado acerca das semelhanças que há entre o complemento nominal e o objeto direto - dada a razão de ambos se apresentarem constituídos pelo uso da preposição. Nesse sentido, o artigo por meio do qual temos a oportunidade de travar esse diálogo tem por finalidade realizar algumas abordagens no sentido de fazer com que tais entraves sejam sanados.  Para tanto, façamos uso dos enunciados a seguir:
A insegurança do sentimento era maior que todos os outros obstáculos que enfrentara.
Temos que nesse exemplo o termo aparece demarcado por uma preposição e completa o sentido do substantivo abstrato “insegurança”.
Ela chegou repleta de saudades de rever os amigos.
Aqui, temos que o adjetivo “repleta” se encontra complementado pelo termo que aparece, também, ligado pela preposição.
O juiz agiu favoravelmente ao réu.
Nesse caso, temos que o advérbio “favoravelmente” se encontra acompanhado da expressão “ao réu”, que, por sua vez, classifica-se como complemento nominal.
Para compreendermos assim de forma um tanto quanto explícita, não custa retomarmos a algumas ideias, ainda que antes vistas, mas essenciais para fecharmos alguns conceitos relacionados a esse assunto. Tais pressupostos se afirmam pelo fato de que muitos são os nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) que derivam de verbos significativos (nocionais), transitivos e intransitivos. Veja:
Do verbo regressar: Regresso às atividades cotidianas.
                                 (substantivo abstrato)
Do verbo confiar: Confiançano amor. 
                              (substantivo abstrato)
Do verbo necessitar: Necessidade de paz.
                                   (substantivo abstrato)

Do verbo obedecer: Obediência aos mais velhos. 
                                  (substantivo abstrato)

Predicativos

Predicativo é o termo que confere ao sujeito ou ao objeto uma qualidade, uma característica. Existem dois tipos de predicativo: o PREDICATIVO DO SUJEITO e o PREDICATIVO DO OBJETO. PREDICATIVO DO SUJEITO: termo que caracteriza o sujeito da oração.
Ex:
Ela entrou em casa apressada.
PREDICATIVO DO OBJETO: termo que caracteriza o objeto direto da oração.
Ex:
Ela viu um homem apressado.
Dependendo do contexto, alguns verbos não têm em si uma significação definida, ou seja, não são verbos significativos, são apenas verbos de ligação. Por terem um significado apenas gramatical, necessitam de um complemente especial que atribua o principal significado do predicado. Este complemento é o predicativo. O predicativo exprime um estado ou qualidade atribuídos ao sujeito ou ao objeto.
Alguns destes verbos são: SER, ESTAR, FICAR, TORNAR-SE, CONTINUAR, PARECER, etc.
Vários verbos significativos podem também assumir valor de verbos de ligação, como é o caso dos já referidos estar, ficar, andar, permanecer, continuar, parecer, vir.
Os predicativos assumem papel de núcleo do predicado, portanto ao aparecerem, o predicado pode ser classificado como NOMINAL (quando o predicativo do sujeito assume papel de único núcleo) ou como VERBO-NOMINAL (quando se tem dois núcleos, um constituído pelo verbo da oração e o outro pelo predicativo).
Exemplos:
  • Ele está triste. (Predicativo do Sujeito)
  • Os alunos são inteligentes. (Predicativo do Sujeito)
  • O trem está quebrado. (Predicativo do Sujeito)
  • Nomeei José o meu secretário. (Predicativo do Objeto)
  • Chamei-o de ladrão. (Predicativo do Objeto)
  • António Guterres é primeiro-ministro. (Predicativo do Sujeito)
  • Fumar é um vício.  (Predicativo do Sujeito)
  • A garota é estudiosa. (Predicativo do Sujeito)
  • O mais puro amor é o de mãe.  (Predicativo do Sujeito)
  • O professor sou eu. (Predicativo do Sujeito)
  • Os alunos éramos nós.  (Predicativo do Sujeito)
  • Meus melhores amigos são apenas dois.  (Predicativo do Sujeito)
  • O vilarejo finalmente elegeu Otaviano prefeito. (Predicativo do Objeto)
  • Os policiais pediam calma absoluta. (Predicativo do Objeto)
  • Todos julgavam-no culpado. (Predicativo do Objeto)
  • Chamavam-lhe falsário, sem notar-lhe suas verdades. (Predicativo do Objeto)
  • Marina continua alegre.  (Predicativo do Sujeito)
  • Vocês serão felizes.  (Predicativo do Sujeito)
  • Camila chegou feliz.  (Predicativo do Sujeito)
  • Ele foi considerado inocente.  (Predicativo do Objeto)

Funções do pronome SE

A palavra se, em português, pode ser:

Conjunção: relaciona entre si duas orações. Nesse caso, não exerce função sintática. Como conjunção, a palavra se pode ser:
* conjunção subordinativa integrante: inicia uma oração subordinada substantiva.
Perguntei se ele estava feliz.
* conjunção subordinativa condicional: inicia uma oração adverbial condicional (equivale a caso).
Se todos tivessem estudado, as notas seriam boas.

Partícula expletiva ou de realce: pode ser retirada da frase sem prejuízo algum para o sentido. Nesse caso, a palavra se não exerce função sintática. Como o próprio nome indica, é usada apenas para dar realce.
Passavam-se os dias e nada acontecia.

Parte integrante do verbo: faz parte integrante dos verbos pronominais. Nesse caso, o se não exerce função sintática.
Ele arrependeu-se do que fez.

Partícula apassivadora: ligada a verbo que pede objeto direto, caracteriza as orações que estão na voz passiva sintética. É também chamada de pronome apassivador. Nesse caso, não exerce função sintática, seu papel é apenas apassivar o verbo.

Vendem-se casas.
Aluga-se carro.
Compram-se joias.
Índice de indeterminação do sujeito: vem ligando a um verbo que não é transitivo direto, tornando o sujeito indeterminado. Não exerce propriamente uma função sintática, seu papel é o de indeterminar o sujeito. Lembre-se de que, nesse caso, o verbo deverá estar na terceira pessoa do singular.

Trabalha-se de dia.
Precisa-se de vendedores.

Pronome reflexivo: quando a palavra se é pronome pessoal, ela deverá estar sempre na mesma pessoa do sujeito da oração de que faz parte. Por isso o pronome oblíquo se sempre será reflexivo (equivalendo a a si mesmo), podendo assumir as seguintes funções sintáticas:

* objeto direto
Ele cortou-se com o facão.
* objeto indireto
Ele se atribui muito valor.
* sujeito de um infinitivo
“Sofia deixou-se estar à janela.”

Vozes do Verbo

Como já é do nosso conhecimento, a classe gramatical ora denominada de “verbo” é aquela, dentre as demais, que mais apresenta flexões. Tais flexões referem-se a tempo, modo, pessoa, número e voz.

Dando ênfase às vozes do verbo, torna-se importante ressaltar que as mesmas estão diretamente ligadas à maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito.

No objetivo de compreendermos melhor como se forma todo este processo, as estudaremos detalhadamente, priorizando conceitos seguidos de seus respectivos exemplos:

Voz ativa
Neste caso, o sujeito é o agente da ação verbal, ou seja, é ele quem a pratica. Observemos o exemplo:
O repórter leu a notícia
Sujeito agente Verbo na voz ativa

Voz passiva
Nela, a situação se inverte, pois o sujeito torna-se paciente, isto é, ele sofre a ação expressa pelo fato verbal. Vejamos:
A notícia foi lida pelo repórter
Sujeito paciente Verbo na voz passiva

Podemos perceber que o agente, neste caso, foi o repórter, que praticou a ação de ler a notícia.

A voz passiva apresenta-se em dois aspectos:

Voz passiva sintética – Formada por um verbo transitivo direto (ou direto e indireto) na terceira pessoa (do singular ou plural) mais o pronome “se” (apassivador).

Exemplo:
Praticaram-se ações solidárias
Voz passiva sintética Sujeito paciente

Voz passiva analítica Formada pelo verbo auxiliar (ser ou estar) mais o particípio de um verbo transitivo direto (ou direto e indireto).

Exemplo:
Ações solidárias foram praticadas
Sujeito paciente Voz passiva analítica
  foram – verbo ser / praticadas - particípio

Voz reflexiva
Ocorre quando o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, ou seja, ele tanto pratica quanto recebe a ação expressa pelo verbo. Conforme demonstrado a seguir:
A garota penteou-se diante do espelho
Sujeito agente Verbo na voz reflexiva
É importante entendermos que desta forma a garota praticou a ação de pentear-se e recebeu a ação de ser penteada.

Adjunto Adnominal e Adjunto Adverbial

Adjunto adnominal e adjunto adverbial são conceituados como “Termos Acessórios da Oração”, pois funcionam como complemento da mesma, não sendo indispensáveis para a compreensão do enunciado.
Especificamente, o Adjunto Adnominal é o termo que tem valor de adjetivo, servindo para especificar ou delimitar o significado de um substantivo em qualquer que seja a função sintática exercida por este.

Fazem parte do quadro dos Adjuntos Adnominais:

Adjetivos:
O dia ensolarado está contagiante.
Seu sorriso maroto é lindo.

Locuções Adjetivas:
O passeio de campo nos deixou exaustas.
A água da chuva regou todas as plantas.

Pronome adjetivo:
Minha culpa é meu segredo
Este teu olhar felino incendeia (Clarice Lispector)

Artigos:
Um novo sonho ressurgiu.
Os alunos surpreenderam os professores.

Numerais:
O primeiro candidato já se apresentou.
 A décima colocada no concurso é muito esforçada.

Orações adjetivas
Não quero saber do lirismo que não é libertação.
Admiro as pessoas que persistem.

Adjunto Adverbial é o termo da oração que modifica, que funciona como advérbio, indicando a circunstância da ação do adjetivo ou de outro advérbio.

Essas circunstâncias podem expressar:

Afirmação: Hoje, com certeza, irei ao clube.

Negação: O trabalho não ficou como era esperado.

Intensidade: Esta é uma questão muito fácil de resolver.

Dúvida: Talvez eu vá precisar de sua ajuda.

Tempo: Durante todo o tempo ela se mostrou insatisfeita.

Companhia: Comemoraremos com os amigos o bom resultado do vestibular.

Causa: Rimos durante toda a reunião por nervosismo.

Finalidade: Eu estudo para obter boas notas.

Lugar: Estamos em Brasília desde a semana passada.

Meio ou Instrumento: Ele se feriu com a faca.

Modo: Calmamente fomos nos interagindo durante o evento.

Assunto: A matéria jornalística falava sobre o meio ambiente.

Objeto direto e objeto indireto

O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o sentido dos verbos transitivos.

Objeto direto

- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.

Ex.:     Maria         vendia            doces.
             sujeito      v.trans. direto          obj.direto
          As crianças      esperavam    os pais.
                sujeito           v. trans.direto     obj.direto

Objeto direto preposicionado

O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.

Ex.:     Estimo aos meus colegas. ( estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)

Objeto indireto

- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.

Ex.:    Davi    gosta                 de música.
         sujeito   v.trans. indireto      obj.indireto

          A professora não    confia            em seus alunos.
                 sujeito                  v.trans. indireto       obj.indireto


Núcleo do objeto

O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).

a) substantivo:   Ana     comprou           chocolate.
                                    sujeito   v. trans. direto       obj.direto

b) pronome substantivo:  O chefe      confia          em nós.
                                                      sujeito     v. trans.indireto    obj.indireto


c) palavra substantivada:  Ele       esperava       um tchau.
                                                      sujeito    v. trans.direto      obj. direto

O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:

- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
                    v.trans.direto
Ex.:    O pai deixou-as na escola.
                                   obj.direto

- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
                          v.trans.indireto
Ex.:     A notícia interessava-lhes.
                                                   obj.indireto

Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.

         v.trans.direto
Ex.:   Elegeram-me representante da classe.
                             obj.direto
v. trans. direto e indireto
Mostraram-nos               um mundo inacreditável.
                     obj.indireto      obj.direto

Tipos de predicado

Para compreendermos os tipos de predicado existentes na Língua Portuguesa, temos, primeiramente, que saber a definição de predicado.

Predicado é tudo o que se declara acerca do sujeito, ou seja, é tudo que há na frase que não é o sujeito.

Predicado Verbal

O predicado verbal possui obrigatoriamente um verbo, o qual é o núcleo do predicado. O verbo é núcleo do predicado quando é nocional, ou seja, que demonstra uma ação.

Os alunos estudam todos os dias para o concurso.

Observe na frase que o verbo “estudam” evidencia uma ação: o ato de estudar, e diz respeito ao sujeito “os alunos” ao mesmo tempo que é complementado pelo restante do predicado “todos os dias para o concurso”. Porém, como o núcleo do predicado é o verbo “estudam”, chamamos o predicado de verbal.

Predicado Nominal

No predicado nominal o núcleo do predicado é um nome, o qual exerce a função de predicativo do sujeito.
Predicativo do sujeito é um termo que dá significado, atributo, característica ao sujeito ou, ainda, exprime seu estado ou modo de ser. O predicativo é conectado ao sujeito sempre através de um verbo de ligação.

1ª. Ela está cansada.
2ª. As taxas de juros continuam elevadas.

Observe na primeira oração que “cansada” é um atributo dado ao sujeito “Ela”. O sujeito “Ela” e o predicado nominal “cansada” estão conectados pelo verbo de ligação “está”.
Na segunda frase, observamos o mesmo processo anterior de análise: perguntamos quem continua? e continua o quê? E temos as respostas: “as taxas de juros” (sujeito) e “elevadas” (predicado nominal), ou seja, o predicativo nominal só atribui significado ao sujeito quando ligado pelo verbo de ligação (continuam). A oração só tem sentido pelo complemento (predicado) “elevadas”, o qual é, portanto, o núcleo do predicado nominal.

Predicado verbo-nominal

O predicado verbo-nominal possui dois núcleos: um verbo nocional, como vimos no predicado verbal, e um predicativo, que pode referir-se tanto ao sujeito quanto ao verbo.

Os alunos estudaram cautelosos para o simulado.

Observamos na frase que há dois núcleos: o verbo nocional (estudaram), ou seja, o sujeito praticou uma ação. No entanto, há uma característica dada ao sujeito “cautelosos”, que é, portanto, uma predicação, uma qualidade concedida ao sujeito, logo, é o predicativo do sujeito. Poderíamos desdobrar a última oração em duas:

Os alunos estudaram para o simulado. Eles foram cautelosos.

Na primeira oração temos um predicado verbal “estudaram para o simulado”, no qual o núcleo é o verbo nocional “estudaram”. Já na segunda oração o núcleo do predicado é um nome “cautelosos” conectado por um verbo de ligação (foram) ao sujeito (Eles) e, portanto, é um predicado nominal.

VERBOS: MODOS, TEMPOS, FORMAS

1. VERBOS:

1.1 Verbo é a palavra que exprime ação, estado, fato ou fenômeno.

1.2 Os modos indicam as diferentes maneiras de um fato realizar-se. São três:
• Indicativo = exprime um fato certo, positivo;
• Subjuntivo = exprime um fato possível, hipotético ou duvidoso;
• Imperativo = expressa ordem, conselho ou pedido.

1.3 Os tempos situam a época ou o momento em que se verifica o fato. São:
• Presente;
• Pretérito imperfeito;
• Pretérito perfeito;
• Pretérito mais-que-perfeito;
• Futuro do presente;
• Futuro do pretérito.

1.4 Formas nominais. São três:
• Infinitivo (pessoal e impessoal);
• Gerúndio;
• Particípio.


1.5 Modo indicativo:

1.5.1 Presente do indicativo = enuncia um fato como atual:
• SOU o galã, as garotas me ADORAM.

1.5.2 Pretérito imperfeito do indicativo = apresenta o fato como anterior ao momento atual, mas ainda não concluído no momento passado a que nos referimos:
• Eu ERA o galã, as garotas me ADORAVAM.

1.5.3 Pretérito perfeito do indicativo = expressa um fato já concluído em época passada:
• FUI um galã, as garotas me ADORARAM.

1.5.4 Pretérito mais-que-perfeito do indicativo = expressa um fato anterior a outro fato que também é passado:
• Quando cheguei à estação, o trem já PARTIRA.

1.5.5 Futuro do presente do indicativo = expressa um fato que deve realizar-se num tempo vindouro com relação ao momento presente:
• VIAJAREMOS pelo Brasil

1.5.6 Futuro do pretérito do indicativo = expressa um fato posterior hipotético com relação a outro fato já passado; frequentemente, o outro fato passado é dependente do primeiro e inclui uma condição:
• GANHARÍAMOS o prêmio, se tivéssemos

1.6 Modo subjuntivo

1.6.1 Presente do subjuntivo = traduz uma ação subordinada a outra, e que se desenvolve no momento atual; expressa dúvida, possibilidade, suposição; pode ainda formar frases isoladas ,manifestando desejo:
• Supões que SEJAM eles os prisioneiros?

1.6.2 Pretérito imperfeito do subjuntivo = expressa um fato que já passou, mas isso ocorreu após o acontecimento de outro fato, isto é, expressa uma ação passada, mas posterior e dependente de outra passada:
• O professor receou que eu DESISTISSE.

1.6.3 Futuro do subjuntivo = expressa ação vindoura (condicional, temporal ou conformativa). São introduzidas por: sempre que, todas as vezes que, se, onde, conforme, assim que, logo que, depois que, sempre que, assim que, enquanto, apesar do que, do mesmo modo que, quando, se, como:
• Se você TIVER fome quando acordar.

1.7 Modo imperativo

1.7.1 Imperativo afirmativo = expressa ordem, conselho, pedido positivo:
• CONDUZA o carro corretamente.

1.7.2 Imperativo negativo = expressa ordem, conselho, pedido negativo:
• NÃO SEJAM estúpidos.


1.8 Formas nominais

1.8.1 Infinitivo Impessoal (invariável) = enuncia a significação do verbo de modo inteiramente vago. É o nome do verbo.
• Cantar;
• Vender;
• Partir.

1.8.2 Infinitivo pessoal (variável) = é o infinitivo ligado às pessoas do  discurso. Na 1ª e 3 ª pessoa do singular, não apresentam flexão ou terminação; nas demais diz-se infinitivo flexionado, por apresentar terminação número-pessoal. São introduzidas por: a, ao, ante, até, em para, por:
• Cantar (eu);
• Cantares (tu).

1.8.3 Gerúndio = indica uma ação em andamento. Funciona como adjetivo ou como advérbio. Possui a terminação NDO:
• Vi a menina CHORANDO (função de adjetivo);
• ESTUDANDO, venceremos o vestibular (função de advérbio).

1.8.4 Particípio = indica uma ação já acabada, finalizada. É empregado na formação dos tempos compostos; fora disso, é verdadeiro adjetivo (chamado adjetivo verbal), devendo ser flexionado, como adjetivo, em gênero, número e grau:
• Tínhamos ESTUDADO as lições;
• Achei-o entre os objetos RECOLHIDOS.

É isso.

Forte abraço.

BIBLIOGRAFIA

HILDEBRANDO, A de André. Gramática ilustrada. 5.ed. São Paulo: Moderna, 1997.

SACCONI, Luiz Antonio. Novíssima gramática ilustrada. 23.ed. ver. São Paulo: Nova Geração, 2010.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Tipos de sujeito

A função sintática que denominamos sujeito, é um termo essencial da frase e pode se comportar de várias maneiras, dependendo da intenção da mesma: agente, experienciador, paciente, etc.

O sujeito tem a característica de concordar com o verbo, salvo raríssimas exceções.
Vejamos agora quais os tipos de sujeito existentes e como eles são caracterizados para que possamos identificá-los.

Sujeito Simples: possui apenas um núcleo e este vem exposto.
Exemplos:

- Deus é perfeito!
- A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
- Pastavam vacas brancas e malhadas.

Sujeito Composto: possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.
Exemplos:

- As vacas brancas e os touros pretos pastavam.
- A cegueira e a pobreza lhe torturavam os últimos dias de vida.
- Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo.


Sujeito Oculto: também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, é determinado pela desinência verbal e não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito implícito.
Exemplos:

- Estamos sempre alertas para com os aumentos abusivos de preços. (sujeito: nós)
- Quero que meus pais cheguem de viagem o mais rápido possível. (sujeito: eu)
- Os pais terminaram a reunião. Foram embora logo em seguida. (sujeito: os pais - oculto apenas na segunda frase)


Sujeito Indeterminado: Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente ou experienciador da ação verbal.
Exemplos:

1- verbo na 3ª pessoa do plural
- Dizem que a família está falindo. (alguém diz, mas não se sabe quem)
- Disseram que morreu do coração.

2- verbo na 3ª pessoa do singular + se, índice de indeterminação do sujeito
- Precisa-se de mão de obra especializada. (não se pode determinar quem precisa)

Sujeito inexistente: também chamado de oração sem sujeito, é designado por verbos que não correspondem a uma ação, como fenômenos da natureza, entre outros.
Exemplos:

1- Verbos indicando Fenômeno da Natureza
- Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.

2- verbo haver no sentido de existir ou ocorrer
- Houve um grave acidente na avenida principal.
- Há pessoas que não valorizam a vida.

3- verbo fazer indicando tempo ou clima
- Faz meses que não a vejo.
- Faz sempre frio nessa região do estado.

Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: quando o sujeito é uma oração. Pode ser desenvolvida ou reduzida. (veja esse assunto em: Orações Subordinadas Substantivas)

- Fazer promessas é muito comprometedor. (sujeito oracional: fazer promessas)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Orações subordinadas adverbiais

Orações Subordinadas Adverbiais 

Existem nove tipos de orações subordinadas adverbiais. Esse tipo de oração age na frase como um advérbio, modificando o sentido de outras orações e ocupando a função de um adjunto adverbial.
As orações adverbiais são sempre iniciadas por uma conjunção subordinativa.
São elas:

Causal: designam a causa, o motivo.
Exemplo:
- Ela cantou porque ouviu sua banda favorita.

Comparativa: estabelece uma comparação com a oração principal.
Exemplo:
- Ela andava leve como uma borboleta.

Concessiva: se opõe às idéias expressas pela oração principal.
Exemplo:
- Embora a prova estivesse fácil, demorei bastante para terminar.

Condicional: expressa uma condição para que aconteça aquilo que a oração principal diz.
Exemplo:
- Caso você não estude, ficará muito ansioso para a prova.

Conformativa: expressam conformidade ou algum tipo de acordo com a oração principal.
Exemplo:
- Como eu havia te falado, a prova não estava fácil.

Consecutiva: é a conseqüência da oração principal.
Exemplo:
- Comecei o dia tão mal que não consegui me concentrar no trabalho.

Final: indica finalidade, propósito para que acontece a oração principal
Exemplo:
- Não vou fechar os portões da biblioteca, para que você possa fazer sua pesquisa.

Proporcional: indica proporção.
Exemplo:
- Quanto mais você fumar, mais grave ficará sua doença.

Temporal: localiza a oração principal em um determinado tempo.
 
Exemplo:
- Quando você voltar nós conversaremos com calma.

Orações subordinadas adjetivas

Orações Subordinadas Adjetivas

Orações adjetivas são aquelas orações que exercem a função de um adjetivo dentro da estrutura da oração principal. Elas são sempre iniciadas por um pronome relativo e servem para caracterizar algum nome que aparece na estrutura da frase. Há dois tipos de orações adjetivas: as restritivas e as explicativas.

O. S. Adjetivas Restritivas: funcionam como adjuntos adnominais e servem para designar algum elemento da frase. Não pode ser isolada por vírgulas, e restringe, identifica o substantivo ou pronome ao qual se refere.
Exemplo:
- Você é um dos poucos alunos que eu conheço.
Suj. + VL + predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva

- Eles são um dos casais que falaram conosco ontem.
Suj. + VL + predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva

- Os idosos que gostam de dançar se divertiram muito.
Suj. + O.S. Adjetiva Restritiva + VI + adj. Adv.


O. S. Adjetivas Explicativas: ao contrário das restritivas, são quase sempre isoladas por vírgulas. Servem para adicionar características ao ser que designam. Sua função é explicar, e funciona estruturalmente como um aposto explicativo.
Exemplo:

- Meu tio, que era advogado, prestou serviços ao réu.
Sujeito + O.S. Adj. Explicat. + VTDI + OD + OI

- Eu, que não sou perfeito, já cometi alguns erros graves.
Suj. + O.S. Adj. Explicat. + VTD + OD

Orações subordinadas substantivas

Orações Subordinadas Substantivas

São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.
Exemplo 1:

- A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;

Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.

Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).
Sendo assim, notamos que:
- A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)

A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta
E ainda em:
- Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;

Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:

1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
- É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva

- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva

- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva

- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva

2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:

- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa

3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:

- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta

- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta

4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta

- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta

5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplos:

- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal

- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.

6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
- Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva